Sustentabilidade

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"Pensar de forma sustentável significa utilizar materiais recicláveis ou reutilizáveis, com uma longa vida útil e uma pegada de carbono reduzida ao longo do seu ciclo de vida". 

Pascal Eveillard. Diretor de Construção Sustentável, Grupo Saint-Gobain 

No coração da construção sustentável está o desejo de responder aos desafios das alterações climáticas e da escassez de recursos, mas também de promover a saúde e o bem-estar dos ocupantes.  

Telhados e fachadas verdes, edifícios com baixo teor de carbono, edifícios de energia positiva que produzem mais energia do que consomem. Uma habitação virtuosa e bioclimática que consome menos energia e está muito mais focada no ocupante. A isto chama-se construção sustentável, e é um futuro que já está a ser combinado com o presente! 

A construção sustentável significa considerar a estrutura como um todo, desde o fabrico de materiais até à desconstrução do edifício no final da sua vida útil. Longe de ser uma moda, é antes uma nova abordagem, tanto ambiental como social, à construção da cidade do futuro. Uma cidade fundamentada, centrada na coexistência, no desenvolvimento sustentável e na preservação da biodiversidade. Uma cidade responsável, com construções virtuosas, concebida para consumir pouca energia e que depende de fontes renováveis (hídrica, solar, eólica, biomassa, etc.) e não de recursos fósseis. Este é um dos maiores desafios da construção sustentável, que visa melhorar a eficiência energética dos edifícios, que são responsáveis por 40% do consumo de energia em todo o mundo. 

UM NOVO FOCO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

As cidades têm de se reinventar! Por um lado, uma população mundial crescente e cada vez mais urbana, por outro, uma consciência do enorme impacto da construção no clima, nos recursos naturais e na saúde. Confrontada com múltiplos desafios, a Cidade deve reinventar-se para proporcionar um melhor ambiente de vida às gerações futuras.  

Para atingir estes objetivos, o edifício deve ser projetado de forma eficiente desde o início. Isto pressupõe novas práticas que irão orientar todas as ações na cadeia de construção: fabrico de materiais, conceção, produção e operação de edifícios, etc. O nosso objetivo é comprometermo-nos com um mundo 100% circular com zero emissões de carbono e zero resíduos.  

Na Saint-Gobain, não nos falta agilidade nem ousadia para imaginar novas soluções: vidros térmicos, gesso magnético (British Gypsum), argamassa de colagem ecológica, vidro eletrocrómico de tonalidade variável, ou mesmo revestimentos de parede concebidos para otimizar a qualidade do ar Novelio CleanAir. 

Nesta linha de economia circular, a lã de vidro ISOVER contém até 90% de vidro reciclado; o novo aglutinante isento de formaldeído é produzido a partir de materiais de base biológica; em França, foi lançado em 2018 um canal de reciclagem de lã de vidro proveniente da desconstrução; a Placoplatre desenvolveu um canal de reciclagem de resíduos de gesso cartonado para profissionais como alternativa à deposição em aterro, etc. Esta abordagem torna possível limitar a utilização de matérias-primas e assim dar resposta ao desafio da escassez de recursos. 

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UMA CONSTRUÇÃO MAIS LEVE

Menos betão, mais gesso cartonado e madeira. Menos obra, mais pré-fabricado e mais flexível. Face aos desafios climáticos e demográficos, a construção leve é essencial como uma solução acessível e sustentável para que todos possam encontrar alojamento com o máximo conforto. 

Este método de construção baseia-se em materiais como madeira ou metal para compor a estrutura de um edifício, em vez de betão e tijolo. Longe de ser um efeito da moda, esta tendência é sobretudo a valorização globalizada de uma abordagem local e tradicional da construção. Na Escandinávia, no Japão e nos Estados Unidos, a construção de estruturas de madeira é a norma. Nos Estados Unidos, 90% dos edifícios individuais são mesmo baseados em estruturas modulares de madeira. 

Materiais novos e leves como o betão à base de fibras vegetais, que está a fazer uma entrada notável nos estaleiros de construção ao oferecer um isolamento térmico elevado. Tijolos de papel reciclado mais inovadores aligeiram as estruturas ao mesmo tempo que respondem aos desafios do desenvolvimento sustentável. Tal como os blocos ecológicos de betão de madeira, que são cinco vezes mais leves do que os seus parentes tradicionais. 

A CASA PREFABRICADA: Um exemplo de construção rápida e leve.

Num mundo em busca de durabilidade, qualidade e preços de construção razoáveis, a grande revolução na construção leve é a industrialização dos processos. E mais precisamente: pré-fabricação. Flexíveis, facilmente adaptáveis a novas utilizações, os módulos pré-fabricados permitem inegáveis economias de tempo na construção, harmonizando as diferenças nas técnicas de construção em todo o mundo. 

Na Catalunha, a Saint-Gobain esteve envolvida na construção de um hospital com 108 camas concebido exclusivamente com base em elementos modulares e pré-montado na fábrica. O resultado: o edifício foi erguido em apenas quatro meses, em comparação com os quatro anos habituais, utilizando métodos tradicionais. 

Em Paris, o hospital Saint-Joseph favoreceu assim as fachadas F4 da ISOVER, dimensionadas e pré-cortadas na fábrica. Mas, acima de tudo, são facilmente removíveis e recicláveis, para facilitar futuros projetos de expansão. 

Na Rússia, as equipas da Saint-Gobain desenvolveram um sistema de fachada leve sobre uma estrutura de aço, composta por placas de gesso, lã de vidro e painéis de cimento. A vantagem? Instalação rápida, excelente desempenho térmico e acústico e uma pegada de carbono controlada: a sua produção gera 10 vezes menos CO2 do que outros sistemas de fachada tradicionais! 

Para reforçar a sua posição neste sector promissor, a Saint-Gobain acaba de adquirir Brüggemann, um especialista em soluções de madeira modular chave-na-mão para novas construções e renovações. Um investimento que fala muito sobre a ambição do grupo na construção leve. Porque a vantagem da casa pré-fabricada não é apenas construir rapidamente, mas também converter rapidamente os espaços e multiplicar os usos.

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VISÃO DE FUTURO: Vão imprimir-se casas?

O impacto da impressão em 3D no sector fabril já é tangível; serve como ponte tecnológica entre o design digital e os produtos físicos. Brinquedos, sapatos e peças de aviões já estão a ser produzidos utilizando esta tecnologia popular. 

E se pudesse ser usado para imprimir edifícios inteiros? Isto é exatamente o que a Saint-Gobain Weber Beamix pretende fazer nos Países Baixos. Através de uma parceria com a Universidade de Tecnologia de Eindhoven, Project Milestone, a equipa planeia construir cinco casas utilizando tecnologia de impressão 3D. Objetivo: oferecê-los para aluguer a partir do primeiro trimestre de 2020. 

A natureza altamente complexa das impressoras significa que a impressão em 3D deve ser feita na oficina ou na fábrica. Para o Project Milestone, por exemplo, os braços robóticos imprimem partes de cada casa, que são depois transportadas por estrada para o seu local de montagem. 

Neste momento, o custo da impressão em 3D é também uma barreira. A conceção e construção inicial de um objeto ou casa custa tanto como com os métodos tradicionais. As poupanças não ocorrem até ao segundo, terceiro, quinto, décimo quinto ou quinquagésimo uso do desenho, após o qual a eficiência da automatização compensa o custo. 

As casas impressas em 3D ainda não anunciam uma revolução robótica na indústria da construção, mas a capacidade desta tecnologia para aumentar a eficiência energética, reduzir a quantidade de materiais necessários e abrir novas vias criativas significa que podemos esperar vê-la a desempenhar um papel mais importante nas nossas vidas.

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